sábado, 16 de março de 2013

Camelo no Gelo?


O camelo, tradicionalmente associado a cenários de deserto, na verdade tem origens na região do Ártico, bem pertinho do polo norte da Terra. Cientistas chegaram a essa conclusão depois de encontrarem no norte do Canadá 30 pedaços de ossos de um animal que teria vivido 3,5 milhões de anos atrás.


Como os fragmentos de ossos estavam bem conservados, os pesquisadores conseguiram extrair dos fósseis uma proteína chamada colágeno e descobriram que ela é muito parecida com a encontrada em camelos que vivem hoje, particularmente nos dromedários (que só têm uma corcova).
“Podemos estimar que o animal era 29% maior do que os camelos modernos”, diz a paleontóloga Natalia Rybczynski, do Museu Canadense de Natureza, uma das responsáveis pela descoberta. Os pesquisadores calculam que o camelo gigante pesava até 900 quilos e tinha cerca de 2,7 metros de altura nos ombros.


Na época em que os camelos gigantes viviam, chamada de Plioceno, a temperatura na ilha Ellesmere, onde os fósseis foram achados, era entre 14 e 22 graus Celsius mais quente do que hoje. Ainda assim era frio: no inverno havia neve e rios congelados.
Algumas características do camelo gigante o ajudavam a enfrentar esse ambiente. Por exemplo, os pés chatos e largos permitiam caminhar na neve com facilidade, enquanto os olhos grandes teriam servido para enxergar mesmo nos longos períodos de escuridão do inverno. Já a corcova, que serve como estoque de gordura, era o que permitia aos camelos sobreviverem nos longos períodos de frio, quando não encontravam muita comida.

Fonte:http://chc.cienciahoje.uol.com.br/camelo-no-gelo/

sábado, 9 de março de 2013

Louis Pasteur, o ‘pai dos micróbios’

Em mais um dia de inverno na França — 27 de dezembro de 1822 –, numa pequena aldeia na cidade de Dôle, nascia Louis Pasteur. Filho de um curtidor de couro, o menino tinha uma infância simples e não demonstrava sinais de que seria, no futuro, um dos mais brilhantes químicos do mundo. Pasteur realizava as tarefas escolares com dificuldade e nas horas vagas, para se distrair, pintava quadros. Ao completar vinte anos, concluiu os estudos no Colégio Real de Besançon, com uma nota medíocre em química.

O jovem Pasteur só despertou para essa disciplina e para as pesquisas científicas quando estudou na Universidade de Sorbonne, em Paris. Ele se tornou doutor em química e física pela Escola Normal Superior e lecionou nas universidades de Estrasburgo e de Lille. O cientista realizava seus experimentos em um pequeno sótão da Escola Normal Superior. Foi somente em 1888 que a opinião pública se mobilizou para homenageá-lo por sua importância na história da ciência, criando o Instituto Pasteur — um dos principais centros de pesquisa no mundo, com sede na França, do qual o cientista foi diretor até o fim da vida.

Fonte:http://chc.cienciahoje.uol.com.br/louis-pasteur-o-pai-dos-microbios/

A historia de Galileu


Quando a professora de Ciências escreve no quadro que a Terra se move ao redor do Sol e de seu próprio eixo, ninguém mais fica assustado. Afinal, hoje, o movimento da Terra em torno do Sol, chamado translação, é bem conhecido. Também é sabido que os dias e as noites derivam do movimento de rotação – aquele em que a Terra faz ao redor de si mesma, do seu próprio eixo.


Mas você sabia que nem sempre se pensou assim? Até o início do século 17, acreditava-se que a Terra ficava imóvel no centro do Universo e que o Sol, os planetas e as estrelas giravam ao seu redor. Na época, pensava-se até que, se a Terra girasse, os animais acabariam tontos! A hipótese de que o nosso planeta estava no centro do Universo constava nas escrituras sagradas e era defendida pelos padres. Como eles eram os maiores detentores de conhecimento, quem ousaria duvidar?
O cientista que imaginou um universo diferente do que a Igreja pregava foi o astrônomo polonês Nicolau Copérnico (1473-1543). Segundo sua teoria, o Sol estava no centro do Universo e os planetas giravam ao seu redor. Na época, Copérnico não conseguiu provar que o universo se organizava dessa maneira. Mesmo assim, foi advertido pela Igreja por estar se intrometendo em assuntos religiosos. Quem primeiro verificou que o Universo era bem diferente daquele que a Igreja aceitava foi o cientista italiano Galileu Galilei (1564-1642). Isso fez com que cada vez mais cientistas mudassem sua maneira de pensar, chegando a provar, finalmente, que era a Terra que se movia.

Fonte:CHC

Travesseiro Químico


quinta-feira, 7 de março de 2013

Pequeno Habitante do Para


Dê uma olhada nos seus dedinhos do pé. Você sabia que existe um sapo que é menor do que eles? Seu nome científico é Pseudopaludicola canga e ele é um dos menores anfíbios do Brasil. As fêmeas da espécie medem quase de 18 milímetros e os machos, quase 16 milímetros.
Apesar de pequeno, esse sapinho é bastante resistente. Ele vive na Serra dos Carajás, no estado do Pará, em áreas onde há grande concentração de minério de ferro. Nesse tipo de ambiente, há pouca água e as temperaturas costumam passar dos 30 graus. Por isso, o P. canga só consegue namorar e se reproduzir quando chove, seja de dia ou à noite.
Há três anos, a espécie estava na lista de animais ameaçados de extinção, mas algum tempo atrás pesquisadores descobriram que existem muito mais desses sapos do que se pensava. “Hoje estamos mais tranquilos em relação à sua conservação”, afirma o biólogo Selvino Neckel de Oliveira, da Universidade Federal de Santa Catarina, que estuda a espécie.
Mesmo assim, o pesquisador diz que é importante trabalhar para conservar seu hábitat. “Não é porque é um sapo ou uma formiga que o bicho não pode viver em sua própria casa. Mesmo que não tenha uma utilidade direta para o homem, como a vaca, que dá leite, toda espécie deve sobreviver na natureza”
Fonte:http://chc.cienciahoje.uol.com.br/pequeno-habitante-do-para/