quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Dinossauros!!!
Nova análise de fósseis encontrados na Tanzânia e guardados
há décadas indica que eles podem pertencer ao mais antigo dinossauro
conhecido. O estudo, tema da coluna de Alexander Kellner deste mês,
sugere que a evolução desses animais foi mais lenta do que se supunha.
Representação artística de ‘Nyasasaurus parringtoni’ em
vida. O animal pode ser o mais antigo dinossauro de que se tem notícia
ou o parente mais próximo desse grupo.
De forma despretensiosa, você pega o maior dos ossos e um detalhe que havia passado desapercebido
te chama a atenção. O coração dispara: este
pode ser parte dos restos do dinossauro mais antigo que se conhece!
Então você abre a gaveta em que esses ossos estão guardados e os
observa. Nota que estão bastante quebrados. De forma despretensiosa,
pega o maior deles, retira um pouco da poeira e algo te chama a atenção.
Um detalhe que havia passado desapercebido pelo falecido mestre. E aí o
coração dispara: o que você está segurando pode ser parte dos restos do
dinossauro mais antigo que se conhece!Mesmo romanceando um pouco o achado de Nyasasaurus parringtoni, foi algo assim que ocorreu com um grupo de jovens pesquisadores que estavam reestudando antigas coleções de ossos fossilizados. O material havia sido escavado de depósitos formados entre 240 milhões e 245 milhões de anos atrás na Tanzânia e ficou guardado durante cerca de 75 anos no Museu de História Natural de Londres (Inglaterra), um dos principais e mais tradicionais museus de história natural do mundo.
O novo estudo, liderado por Sterling Nesbitt, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, acaba de ser publicado na Biology Letters e abre mais um capítulo na pesquisa dos dinossauros.
Fonte:Istituto CH
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Viagem ao centro da Terra
Um jovem e seu tio resolvem viajar ao centro da Terra. Dirigem-se, então, à cratera de um vulcão na Islândia, que acreditam ser a porta de entrada para o interior do planeta. Na incrível aventura, encontram um mundo subterrâneo repleto de surpresas que vão de oceanos a dinossauros. Parece fantástico? E é, mas trata-se apenas de uma história de ficção. O livro Viagem ao centro da Terra, do francês Julio Verne, não se aproxima nem um pouco da realidade.
A Terra é dividida em três partes principais: núcleo, manto e crosta. O núcleo é formado por ferro e níquel, metais que aparecem em estado sólido na parte mais interior e líquido na camada externa. Ao todo, o núcleo tem cerca de 7 mil quilômetros de diâmetro e corresponde a um terço da massa total do planeta.
“A segunda camada, que fica entre o núcleo e a crosta, é chamada de manto. Ela tem 2,9 mil quilômetros de espessura e é composta principalmente de silicato de magnésio e ferro”, conta o geólogo Roberto Cunha, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ao contrário do que muita gente pensa, o manto é sólido, e não líquido. “Em alguns locais, quando ocorre uma diminuição da pressão ou um aumento de temperatura – durante um terremoto, por exemplo –, uma pequena porção do manto pode se fundir, dando origem à lava dos vulcões”, explica o pesquisador.
A
Terra tem, no total, 12,7 mil quilômetros de diâmetro. Sua estrutura
está dividida em crosta (a parte mais externa), manto e núcleo (Imagem
cedida pelo pesquisador)
Investigação subterrânea
Você deve estar se perguntando: como podemos saber o que realmente há em todas essas camadas do planeta, se é impossível chegar até o interior da Terra?
Alguns aparelhos especiais tentam perfurar a crosta terrestre para alcançar camadas mais profundas e retirar amostras para análise. “A perfuração mais profunda foi feita na Península de Kola, na antiga União Soviética, nos anos 1970, e atingiu cerca de 12 quilômetros, mas o projeto foi encerrado”, conta Roberto. “Hoje, o navio japonês Chikyu está perfurando o fundo do Oceano Pacífico, perto da Nova Zelândia”.
O
navio Chikyu (que quer dizer “Terra”, em japonês) tem como objetivo
alcançar cerca de 7,5 quilômetros de profundidade, tentando atingir o
manto da Terra. O projeto deve se estender até março de 2013
Além de ficar de olho nos terremotos, os cientistas usam simulações em computador para investigar o centro da Terra. “As simulações são importantes porque tentam representar as condições do interior do planeta, que são inacessíveis para nós”, ressalta o pesquisador. “Para fazer essas simulações, usamos dados das ondas sísmicas, do calor que emana da Terra e das lavas que são trazidas até a superfície pelos vulcões, entre outras informações”.
Fonte:http://chc.cienciahoje.uol.com.br/viagem-ao-centro-da-terra/
sábado, 8 de dezembro de 2012
Meu avô espanhol
O panda gigante é famoso por sua aparência dócil – e fofa! –, por alimentar-se de bambu e, principalmente, por estar bastante ameaçado: atualmente, é encontrado apenas em algumas partes da China. Por isso, não é todo dia que os cientistas esperam encontrar um panda na Espanha. No passado, porém, os ancestrais desse animal viviam por lá, como indicam dois fósseis recém-descobertos.
O panda gigante, que vive na China, é hoje o único representante vivo de sua família de ursos
Aos poucos, os animais podem mudar de um lugar para outro – às vezes, as pequenas adaptações necessárias ao novo ambiente levam até ao surgimento de novas espécies.
“Os membros mais antigos já encontrados da subfamília Ailuropodinae, que inclui os pandas, viveram no que hoje é a Espanha. Acreditamos que, pouco a pouco, esses animais tenham se dirigido a outras partes da Europa e da Ásia”, conta Juan. “Depois, as espécies europeias foram extintas e só sobreviveram as da China. Esse processo, claro, demorou milhões de anos”.
Representação artística de como seria o Kretzoiarctos beatrix
Fonte:http://chc.cienciahoje.uol.com.br/meu-avo-espanhol/
Brasil na mira dos Tornados
Nós, brasileiros, gostamos de dizer que nosso país está livre de desastres naturais como terremotos, furacões, tsunamis… Mas talvez isso não seja verdade, pelo menos em relação aos tornados – colunas de ar que giram em altíssima velocidade, causando grande destruição. Sabe por quê? Um estudo da Universidade Estadual de Campinas mostrou que, nos últimos 20 anos, mais de 200 tornados aconteceram por aqui.
No
Brasil, os tornados atingem, em geral, até 200 quilômetros por hora e
duram apenas minutos – nos Estados Unidos, por outro lado, os tornados
podem durar horas e atingem até 300 quilômetros por hora
Para saber quantos tornados aconteceram nas últimas décadas, o estudo, além de considerar os registros oficiais, incluiu também dados de jornais e páginas virtuais. “Hoje, todo mundo tem um celular com câmera filmadora e fotográfica para registrar o evento e disponibilizar na internet”, aposta o geógrafo Daniel Henrique Candido.
Os
tornados se formam principalmente durante tempestades severas em áreas
planas. O contato entre massas de ar quentes e frias, com diferentes
pressões, gera a nuvem em forma de cone com movimentos de redemoinho,
que atinge o solo, destruindo o que estiver pela frente
Uma explicação possível para o grande número de tornados observados em São Paulo, é que as construções de concreto e a poluição das grandes cidades favorecem a formação de ilhas de calor que aquecem a atmosfera da região. Ao mesmo tempo, o represamento dos rios gera mais umidade do ar, criando condições favoráveis à formação de tornados.
A
passagem de um tornado pode derrubar árvores, arrancar telhados de
construções mais frágeis e causar fortes chuvas, entre outros danos. Por
isso, é importante monitorar a ocorrência do fenômeno e tentar prevê-lo
Fonte:http://chc.cienciahoje.uol.com.br/brasil-na-mira-dos-tornados/
Refrescando Mercurio
Mercúrio é o planeta do sistema solar mais
próximo do Sol. Como sua superfície pode atingir cerca de 450 graus
Celsius, parece muito quente para pensarmos em encontrar água – e nem
pensar em gelo, certo? Talvez não. A sonda Messenger, da Agência
Espacial Americana (Nasa), parece ter confirmado a existência de gelo em
Mercúrio e até levantou a hipótese de encontrar compostos orgânicos
por lá.
Calma,
esse não é mais um mistério inexplicável do Universo. Na verdade, os
cientistas já suspeitavam da existência de gelo no planeta há 20 anos.
Graças à pequena inclinação do eixo de rotação de Mercúrio, algumas
áreas das regiões polares do planeta nunca recebem luz diretamente do
Sol. Por ficarem sempre nas sombras, elas têm uma temperatura bem mais
baixa e podem abrigar água em estado sólido.
Para confirmar a suspeita, a Messenger avaliou a concentração de hidrogênio, a temperatura e a possível composição do solo do planeta. Ela encontrou algumas áreas na superfície que parecem ser feitas de gelo e outras que podem conter água sólida logo abaixo de uma camada superficial de um material escuro que os cientistas acreditam ser algum tipo de composto orgânico.
Como isso tudo foi para lá? Segundo os pesquisadores, a água e os compostos orgânicos devem ter chegado a Mercúrio a bordo de cometas ou asteroides que colidiram com o planeta. Apesar da possibilidade de haver vida em Mercúrio ser remota, a descoberta é importante para conhecermos melhor o sistema solar e o nosso próprio planeta, já que um processo parecido pode ter ocorrido na Terra primitiva.
Aí vem a pergunta: seria possível mandar, no futuro, um robô para aterrissar e explorar Mercúrio, parecido com o que a Curiosity está fazendo em Marte? Pode ser que sim, mas o desafio seria enorme. Afinal, além da temperatura da superfície do planeta variar mais de 600 graus Celsius e suas noites durarem três meses, Mercúrio tem uma atmosfera muito fina – por isso, seria bem difícil desacelerar um módulo de pouso. Por outro lado, as novidades mostram que a tentativa pode valer a pena, não acha?
Fonte:http://chc.cienciahoje.uol.com.br/refrescando-mercurio/
Informações
enviadas pela sonda Messenger confirmam antigas suspeitas dos
cientistas: pode haver gelo em Mercúrio!
Para confirmar a suspeita, a Messenger avaliou a concentração de hidrogênio, a temperatura e a possível composição do solo do planeta. Ela encontrou algumas áreas na superfície que parecem ser feitas de gelo e outras que podem conter água sólida logo abaixo de uma camada superficial de um material escuro que os cientistas acreditam ser algum tipo de composto orgânico.
Como isso tudo foi para lá? Segundo os pesquisadores, a água e os compostos orgânicos devem ter chegado a Mercúrio a bordo de cometas ou asteroides que colidiram com o planeta. Apesar da possibilidade de haver vida em Mercúrio ser remota, a descoberta é importante para conhecermos melhor o sistema solar e o nosso próprio planeta, já que um processo parecido pode ter ocorrido na Terra primitiva.
Aí vem a pergunta: seria possível mandar, no futuro, um robô para aterrissar e explorar Mercúrio, parecido com o que a Curiosity está fazendo em Marte? Pode ser que sim, mas o desafio seria enorme. Afinal, além da temperatura da superfície do planeta variar mais de 600 graus Celsius e suas noites durarem três meses, Mercúrio tem uma atmosfera muito fina – por isso, seria bem difícil desacelerar um módulo de pouso. Por outro lado, as novidades mostram que a tentativa pode valer a pena, não acha?
Fonte:http://chc.cienciahoje.uol.com.br/refrescando-mercurio/
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